terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Destinação eficiente de resíduos sólidos


A destinação de resíduos sólidos, gerados pelo consumo, é assunto que representa enorme problema para a sociedade. Pasmem! Estudos recentes demonstram que um indivíduo adulto pode gerar em média quase 1 kg de lixo por dia. Imaginem: um ser humano pode dispensar em um ano 360 kgs de resíduos no meio-ambiente. Multiplique isso por 6 bilhões de habitantes. É melhor pararmos por aí! O que fazer com essa quantidade monumental de lixo? É a pergunta que não cala.


Para tanto, é necessário sabermos, de forma objetiva, como funciona a coleta do lixo e quais são os processos a que podem ser submetidos estes resíduos buscando a minimização do seu impacto na natureza.


O lixo é coletado pelas prefeituras ou por uma companhia particular e levado a um depósito. Dependendo da cidade poderá haver alguma seleção - sobras de metal, por exemplo, são separadas e reaproveitadas. O resto do lixo é enterrado em aterros apropriados. Além dos aterros sanitários existem outros processos na destinação do lixo, como, por exemplo, as usinas de compostagem, a incineração e a reciclagem.

Aterro é a disposição ou aterramento do lixo sobre o solo e deve ser diferenciado, tecnicamente, em aterro sanitário, aterro controlado e lixão ou vazadouro.


A compostagem é o processo de reciclagem da matéria orgânica formando um composto que é absorvido naturalmente, de forma mais rápida, pela natureza.


A incineração é um processo de decomposição térmica, onde há redução de peso, do volume e das características de periculosidade dos resíduos, com a conseqüente eliminação da matéria orgânica e características de patogenicidade (capacidade de transmissão de doenças) através da combustão controlada. A redução de volume é geralmente superior a 90% e em peso, superior a 75%.


A reciclagem é um processo industrial que converte o lixo descartado (matéria-prima secundária) em produto semelhante ao inicial ou outro. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora.


Quase tudo pode ser reciclado. Tenho até uma sugestão interessante para aquilo que não puder ser reciclado. A criação de uma bolsa de produtos não-recicláveis. Funcionaria como uma bolsa de trocas de produtos. Aquilo que não tem mais utilidade para alguns, pode ter utilidade para outrem. Dê essa sugestão no seu condomínio, comunidade ou no seu trabalho.


Como descartar de forma eficiente:


Carcaças de computadores e ar condicionados: podem ser compradas para desmonte. Em cidades como Curitiba-PR e São Paulo-SP existem empresas que recebem esses materiais para o reaproveitamento ou reciclagem.


Carcaças de veículos: podem ser encaminhadas aos ferros-velhos ou sucateiros.


Móveis: podem ser levados para aterros sanitários ou doados à entidades sociais.

Canos de cobre, ferro e alumínio: podem ser vendidos a sucateiros.

Peças mecânicas e baterias de veículos: peças de metal devem ser encaminhadas aos ferros-velhos ou sucateiros e as baterias de veículos descarregadas enviadas ao revendedor. As resoluções n° 257/99 e 263/99 CONAMA tratam do tema baterias.

Cartuchos de tinta: a destruição e o descarte devem ser feitos pelo serviço de limpeza urbana local. Outra opção é a recarga para reutilização.

Medicamentos com datas vencidas e resíduos hospitalares: podem ser encaminhados aos serviços de saúde. A Resolução n° 5/93 CONAMA que trata do assunto está em fase de revisão para posterior aprovação.

Produtos químicos em geral: podem ser levados para aterros industriais ou destruídos por meio de incineração.


Alimentos estragados: devem ser levados para os aterros sanitários pelo serviço de limpeza urbana local.

Entulhos de construção civil e canos de PVC: a destinação para o descarte desses materiais está em fase de estruturação pelo CONAMA. Entretanto, já existem várias iniciativas para o reaproveitamento destes entulhos.


Divisórias e cortinas: quando verificado a impossibilidade de reaproveitamento, devem ser encaminhadas aos aterros sanitários.


Pilhas e baterias: as pilhas que respeitam o limite de componentes tóxicos estabelecidos pela Resolução do CONAMA n° 257/99, podem ser descartadas no lixo comum. Já as que não respeitam esse limite, devem ser jogadas nos aterros industriais para materiais perigosos.

Postos de coleta e instituições


Cada um isoladamente ou em comunidade pode fazer a sua parte, dando um destino adequado aos recicláveis que foram separados.

Cooperativas e Sucateiros

Estão listados por cidade na seção de Serviços do site www.cempre.org.br
Encaminhar para cooperativas é fazer um bem social e dar um trabalho mais digno aos catadores.

Para implantar um programa de coleta seletiva na sua empresa, condomínio, escola ou comunidade, observe :


Onde armazenar
Quais recicláveis separar
Para onde enviar
Identificar coletores
Treinar o pessoal da limpeza
Comunicar a todos
Estocar separadamente
Doar ou vender
Acompanhar resultados


Em Brasília já utilizei os serviços da Capital Recicláveis que compra materiais recicláveis situada ao SAAN, Quadra 05, Lote 64, tele Coleta: (61) 3031 0201. Mas antes, confira se o material a ser descartado pode ser aceito pela empresa.


Os supermercados WallMart e Pão de Açúcar, podem se uma opção para o seu lixo doméstico. Realizam coleta de material reciclável, inclusive de óleo de cozinha.


O Pátio Brasil Shopping realiza a coleta de lâmpadas fluorescentes aqui em Brasília. Basta procurar a administração do shopping.


A empresa Tetra Pak, por meio do portal Rota da Reciclagem www.rotadareciclagem.com.br, com suporte do Google Maps, aponta cooperativas, pontos de entrega voluntária e comércios ligados à cadeia de reciclagem em todo o Brasil. Vale conferir.

Faça a sua parte!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

RECYCLING


Everyone knows that it is better to recycle something than it is to throw it away. Even though it's common knowledge to recycle, tons of things end up in the garbage anyway. Most things thrown away will end up in landfills and we just can not let that happen any more! Landfills are running out of space, and are sometimes poorly managed. The area around landfills gets contaminated, which is not good for people who live near them. They are also perfect breeding grounds for insects and rats.

Recycling saves money, landfill space, and energy. If you are unsure about the recycling policies in your area, contact your local government in Brazil or anywhere other country.


Recyclable Material
 
 Aluminum and steel cans


 Cardboard


 Glass


 Paper and Newspaper


 Telephone books


 Plastic


Process for Recycling

 You put your recyclable materials in a bin to be picked up for recycling.


 These items are sorted into groups and cleaned.


 The cleaned items will be sold to a manufacturer.

 The manufacturer processes these materials and creates new products out of them.

 You purchase the new recycled items


How are Newspapers Recycled?

At the paper mill, de-inking facilities separate ink from the newspaper fibers through a chemical washing process. A slusher turns the old paper into pulp, and detergent dissolves and carries the ink away. Next, screens remove contaminants like bits of tape or dirt. The remaining pulp is bleached and mixed with additional pulp from wood chips to strengthen it. The watery mixture is poured onto a wire, a continuously moving belt screen which allows excess moisture to drain through. By the time the mixtures gets to the end of the belt, it's solid enough to be lifted off and fed through steam-heated rollers which further dry and flatten it into a continuous sheet of paper. This paper machine produces finished newsprint at the rate of 3,000 feet per minute.

How is Cardboard Recycled?


At the mill, the corrugated is pulped and blended with additional pulp from wood chips. Broken, thus shorter and weaker, old fibers are blended with the new pulp to make the medium. Recycled paper fibers and new pulp are blended to make linerboard. Then the medium and the linerboard are shipped to a boxboard plant, where the manufacturing process is finished. The medium is corrugated by specially-geared machines, the linerboards are glued on, and the resulting flat pieces, called mats, are trimmed to size and creased along a pattern of folds. The mats are shipped flat to customers who set them up into boxes. Then the boxes are used to package products for shipping.


How is Glass Recycled?


At the plant, a mechanical processing system breaks the glass into small pieces called cullet. Magnets, screens and vacuum systems separate out metals, labels, bits of plastic, metal rings and caps. The cullet then is blended in measured amounts with silica sand, soda ash, and limestone, and placed in a furnace which melts it into molten glass.



How are Cans Recycled?


After the cans are collected on-route, the volume of cans collected and type of transportation arrangements available will determine whether the load will go through a dealer or directly to a detinning plant. At the plant, another reason for cutting lids off becomes evident. The chemical detinning solution flows into and drains out of the cans more easily, which results in better recovery of the tin during the reclaiming process. That process is made up of a series of chemical and electrical steps which separate, purify, and recover the steel and tin. In the batch process of detinning, the cans first are loaded into large (10' x 14') perforated steel drums and dipped into a caustic chemical solution which dissolves the tin from the steel. The now-detinned steel cans are drained, rinsed, and baled into 14"x14"x30" 400-lb. squares. Then they are sold to steel mills to be made into new products.
Meanwhile, the liquid with the tin, a salt solution called sodium stannate, is filtered to remove scraps of paper and garbage. Then it's chemically treated to eliminate other metals. Next, the solution is transferred to an electrolysis bath which works like a battery in reverse. When electricity is applied, tin forms on one of the plates in the solution. After the plate is covered, the tin is melted off and cast into ingots.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

RODOU, PAGOU!

A Holanda implementará a partir 2012, o sistema de cobranças de taxas por quilômetro rodado pelos automóveis de todos os carros que transitaram pelas vias do país. O monitoramento dos veículos se dará por meio de GPS, que deverá ser instalado por todos os motoristas.

A idéia é boa. Pagará mais quem rodar mais. Ao mesmo tempo em que diminuírem os congestionamentos, também diminuirão a emissão de GEE – Gases de Efeito Estufa.

A cobrança será gradativa começando por 0,03 euros, chegando até 0,067 euros por quilômetro rodado até o ano de 2017. Algumas vias, com maior trânsito, terão taxas mais caras, bem como os horários de pico que também custarão valores diferenciados.

Mexer no bolso dos motoristas é uma prática já adota em outros países como Singapura, Londres e Suécia. Entretanto, o modelo de gestão holandês é o primeiro a adotar a tecnologia via satélites para informar a posição do veículo por meio de coordenadas terrestres.

Imagino isso acontecendo no Brasil: reclame geral! O que é uma pena, pois seria o momento certo para incentivarmos a melhoria dos transportes públicos, bem como sua utilização pela população e ainda, fomentar os meios de transporte alternativos, como: a bicicleta, a carona solidária e até mesmo a caminhada. Sei que para isso dar certo precisamos acelerar os investimentos em infra-estrutura para a criação de ciclovias, metrôs, trens e outros veículos menos poluentes, mas esse, pode ser o caminho mais curto para um Brasil mais firme quanto às políticas de redução das emissões de GEE, assinaladas na COP 15.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

COP 15


Os protestos durante a COP 15 foram contidos com bastante ênfase pela polícia local. As imagens rodaram mundo a fora e mostraram vários participantes sentados rendidos, aguardando orientações para seguir para a "Guantânamo Dinamarquesa", como ficou conhecida a prisão provisória montada em Copenhague.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

AQUECIMENTO GLOBAL: O TEMPO ESTÁ PASSANDO!

É certo que a Terra passa por ciclos de temperaturas. O planeta já esteve muito quente no passado. E muito frio também. Contudo, nos dias atuais, devido ao efeito estufa, a temperatura global vem aumentando assustadoramente. A ampulheta das tragédias climáticas se declina contra nós.

O efeito estufa é a ação natural que impede que o calor emitido pelo sol, e refletido pela terra, se dissipe, ficando acumulado sob a atmosfera, o que dá um efeito de “panela de pressão”, ocasionando assim, o aumento da temperatura terrestre.

Acredita-se que os principais agentes causadores do efeito estufa são gases como o CO2, CFC e o metano que formam a tampa da panela de pressão, impedindo o calor de se disseminar para fora da nossa atmosfera.

No Brasil, de acordo com o site do MMA, o Departamento de Mudanças Climáticas (DEMC) é a unidade responsável pela formulação, implementação e acompanhamento das políticas públicas nacionais relacionadas à proteção do sistema climático global e da camada de ozônio, por meio da condução, no que tange a área ambiental, das negociações internacionais relacionadas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e Protocolo de Quioto, à Convenção de Viena e ao Protocolo de Montreal.

É responsável também pelo desenvolvimento de políticas e estratégias para mitigação das emissões de gases de efeito estufa e para adaptação aos efeitos da mudança do clima, além de coordenar o Grupo Executivo sobre Mudança do Clima responsável pela elaboração e implementação do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, desenvolvido no âmbito do governo.

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, é uma instituição internacional e foi criado pela ONU para buscar consenso entre a comunidade cientifica mundial a respeito das mudanças climáticas.

O IPCC, tem o objetivo de avaliar as informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para a compreensão da mudança do clima, seus impactos e as opções para mitigação e adaptação. A cada cinco anos, o IPCC lança um relatório baseado na revisão de pesquisas de mais de 2500 cientistas de todo o mundo.

No entanto, recentemente, o IPCC foi alvo de críticas e ataques ao se envolver numa confusão sem precedentes. O motivo: manipulação de dados nas pesquisas relativas ao aquecimento global. Alguns e-mails comprometedores de cientistas ligados ao IPCC vazaram revelando um “truque” utilizado para “aquecer” um pouco mais a temperatura da terra.

Em resposta às revelações surpreendentes desvendadas pelos e-mails furtados de uma universidade britânica, políticos e empresários de todo o mundo ameaçam provocar uma investigação rigorosa em evidências de que os conceituados cientistas do clima conspiraram para manipular dados e para ocultar provas de resfriamento global.

É bom lembrar que estes estudos do IPCC serviram de base para o documentário do esverdeado Al Gore, Uma verdade Inconveniente, o que o fez mudar de cor para dourado, ao levar um Prêmio Nobel para casa.

Dentre os agentes causadores do efeito estufa o CO2 é o grande vilão deste cenário poluente. Este gás é emitido, sobretudo, pelo desmatamento das florestas e pela queima de combustíveis fósseis. E cada vez mais fica evidente que a atividade humana, nos últimos tempos, é a grande responsável pelo agravamento do efeito estufa.

Com relação ao desmatamento das florestas mundiais, a Amazônia é apontada por estudiosos como o cerne da questão. Todavia, acredito que a situação atual não é mais o caos das décadas de 80 e 90. Porém, há muito para melhorar. Ao comparar dados históricos de áreas desmatadas na região com informações sobre a biomassa florestal da floresta amazônica, temos o seguinte: na década de 1990 eram desmatados na Amazônia em média 22 mil quilômetros quadrados, o que representava cerca de 8% das emissões de CO2 do planeta. Se o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento na região de 27 mil quilômetros quadrados, em 2004, para a média atual que é de 12 mil quilômetros quadrados, a Amazônia deve ser responsável atualmente por menos de 5% das emissões globais.

E o que nós da sociedade podemos fazer para diminuir este problema? É aí que entra o, ainda, não tão famoso “consumo consciente”, assunto de um outro artigo já postado neste blog: utilizar menos o automóvel ou adquirir automóveis movidos a álcool ou a energias limpas, ou ainda adquirir aqueles que emitem menos CO2; perguntar sempre se a empresa a qual você pretende adquirir produto ou serviço adota praticas sustentáveis, entre outros.

Segue link do MMA para consulta a respeito do nível de emissão de poluentes dos veículos novos brasileiros (apenas para veículos ano 2009):
http://servicos.ibama.gov.br/ctf/publico/sel_marca_modelo_rvep.php

De acordo com o IPCC a temperatura global pode aumentar em até 4 graus até 2100. As conseqüências podem ser devastadoras: secas intermináveis; evaporação de rios e lagos, levando á escassez de água doce e potável; aumento dos níveis dos mares em função do derretimento das geleiras do Ártico; constante diminuição das safras de alimentos; extinção de varias espécies de fauna e flora além de desastres naturais fenomenais de toda sorte.

O caso do Ártico é um dos mais preocupantes. As geleiras são responsáveis pela reflexão de até 90 % dos raios solares, o que nos alivia de um transtorno caloroso. Pesquisas demonstram que o gelo da Antártida hoje é 70 % menor do que o da década de 70. Os navios que cruzam as rotas geladas, nessa época do ano, andavam até 2 mil quilômetros a mais, pois o oceano literalmente congelava. Agora não mais. Pela primeira vez, as embarcações atravessarão o oceano pelo meio, totalmente descongelado.

Não obstante a isso, a quantidade de espécies nativas dessa região que podem ser extintas é impressionante: pingüins, focas, leões-marinhos, ursos polares. Eles utilizam os blocos de gelo como habitat.
A COP 15, evento sobre mudanças climáticas que ocorre neste mês em Compenhague, busca acordo em âmbito global entre todas as nações do mundo.

Neste evento, a COP 15 busca um acordo para que esforços sejam concentrados a fim de que a temperatura mundial suba apenas 2 graus nos próximos 40 anos. E o preço a ser pago pelos países não é alto. Estima-se que para as nações se adaptarem as novas formas de desenvolvimento sustentável, gastaríamos aproximadamente 2 % do PIB mundial. É uma pechincha. É um trocado para o mundo. Sem comentários.

Os países ricos foram os grandes responsáveis pelo aquecimento global. Esse é um fato incontestável. Agora que os países em desenvolvimento estão quase chegando lá, as nações de primeiro mundo querem que nós paguemos a fatura desse atropelo? Não é justo! Contudo, é essencial que um entendimento ocorra, claro que guardando-se as devidas proporções. Bom senso será essencial, coisa que em se tratando de desenvolvimento, os países ricos nunca têm. É lógico que países como os do BRIC, com dimensões continentais, são grandes consumidores de recursos naturais. É só lembramos Gandhi: “O Reino Unido gastou metade do planeta para se tornar um país desenvolvido. Quantos planetas serão necessários para Brasil, Índia e China se desenvolverem?” e agora querem que os países em desenvolvimento paguem a fatura.

É melhor tratarmos de resfriar o planeta terra o quanto antes, caso queiramos continuar chamando-o de lar. Urge uma solução por parte dos governantes e autoridades mundiais. A COP 15 pode ser o começo para tudo isso.

Abaixo, segue um o link do vídeo Plataforma Global – Múltiplas Soluções. Este vídeo é parte da exposição realizada em Copenhague e destaca como o clima e energias limpas podem fazer parte de uma mesma solução na luta contra as mudanças climáticas. Resumindo: aquela velha estória que desenvolvimento e progresso não combinam com preservação ambiental não cola mais. São quase 7 minutos embalados por uma música envolvente com um refrão bastante propício: “I just don’t know”: www.youtube.com/watch?v=N0uCmNmzI50

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ÁGUA: SINAL VERMELHO ACESO

Todos os habitantes do planeta sabem e entendem hoje a necessidade da água para a vida. Infelizmente alguns ainda não compreendem que a água é um recurso natural limitado e pior, apesar do nosso planeta ser formado de aproximadamente 75 % de água, apenas 2,5 % deste total é água doce - presente nos rios, lagos, lençóis freáticos superficiais e atmosfera.

Mas o cenário complica um pouco mais: menos de um sexto de toda a água doce existente no planeta terra é acessível, ou seja, somente 0,3% da água do planeta é doce e acessível. O restante está concentrado em geleiras, calotas polares e lençóis freáticos profundos, conforme mostra a tabela abaixo:

Como se todos os problemas apresentados acima não bastassem, a água doce disponível está sendo brutalmente poluída: pelos esgotos domésticos e industriais não tratados, pelo uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura; ou ainda desperdiçada: pela irrigação de plantações, mau uso de água tratada; ou, ameaças: ocupação de áreas de mananciais, desertificação de regiões desmatadas.
Sabemos que a falta de saneamento básico é um dos mais graves problemas que assolam o Brasil. Por isso tratarei este tópico em outro artigo. Merece muita atenção.

Quanto mais poluída a água, mais caro torna-se o processo de tratamento. É por isso que nossas contas de água vem aumentando a cada dia. Não pagamos pela água. É um direito de todos. Pagamos para levá-la ate nossas residências e para tratá-la para o consumo humano.
Cada vez mais, a água torna-se escassa para atender as necessidades das grandes metrópoles. Isso se deve ao crescimento demográfico e à mudança na intensidade de consumo, com o acréscimo de mais equipamentos domésticos que utilizam água.
A água é o elemento básico para a vida. Básico, simples, mas jamais reproduzido em laboratório. Embora a fórmula seja simples - dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H2O) - nunca foi sintetizada. Não sendo possível reproduzi-la, resta aos governos duas alternativas que já vem sendo utilizadas com sucesso em alguns países: a reciclagem da água de esgoto e a dessalinização da água salgada. O grande empecilho a estas medidas são seus custos.

É essencial então que uma mudança cultural ocorra com muita agilidade. E a população é o principal agente neste processo de mudança.
Para que tenhamos uma idéia da quantidade de água utilizada em alguns processos produtivos, para fazer um quilo de pão, qasta-se mil litros de água, para produzir um boi, com 3 anos de idade, a fase do abate, gasta-se 100 mil litros de água. Será que realmente precisa-se de tanta água assim? Como diminuir estes gastos? São perguntas que precisam ser respondidas.
Em se tratando da agricultura, o maior setor consumidor de água, o desperdício e a falta de planejamento nos processo de produção são os grandes vilões mundiais para este setor.
Segunda dados da ANA – Agência Nacional de Abastecimento, 55% da água utilizada na agricultura brasileira é desperdiçada. Métodos antigos como a inundação, que desperdiça de 60 a 70% da água utilizada e já proibido em quase todo o mundo, ainda é utilizado pelo Brasil em grande escala. Temos também os métodos que utilizam muita energia elétrica e nem sempre são tão eficientes.

Como se vê, urge encontrar uma saída para este impasse. O método do gotejamento pode ser a saída. É um sistema bem simples onde se evita o desperdício. Temos de apostar nestas soluções. É essencial esta quebra de paradigma na agricultura brasileira.

Depois da agricultura, o segundo setor com maior consumo de água, é a indústria. Como exemplo, temos o nosso “carro”-chefe: o automóvel. Quem não gosta de andar em um automóvel novo. Quem passou pelo prazer de comprar o seu primeiro carro zero(melhor ainda se for com seu próprio dinheiro) sabe do que estou falando. Para se produzir um automóvel gasta-se em média 6 mil litros de água, muito utilizada nas pinturas.

Em muitas fábricas a reutilização e a reciclagem da água já é um costume. Os investimentos das montadoras nestes serviços explicam-se até mesmo pela economia nas contas de água.

Para tratar a água, as usinas de reciclagem de água recebem os efluentes da indústria e equalizam seu ph e o nível de oxigênio, alem de passar por um processo de filtragem.
A reutilização da água nos processos de produção industrial já é bastante comum nas grandes indústrias. A água tratada quase não é utilizada durante a produção. Reutiliza-se a água já usada em outro momento do processo. Entretanto, muito ainda pode ser melhorado como veremos adiante.

Na construção civil, o greenbuilding pode ser uma ótima escolha pelas empresas do setor. É um exemplo de projeto que causa menos impactos ao meio-ambiente. Parte do pressuposto que cada obra deva ser pensada e projeta com base no uso consciente de água, energia, a separação do lixo e o baixo custo de manutenção. Quase auto-sustentável.

A sociedade também tem o seu demérito. Até hoje não consigo entender por que as cisternas não vingaram. A água coletada por este meio pode ser utilizada para várias coisas como: regar plantas, jardins, lavar pisos, carros, acredito que até roupas. Olha só a economia que teríamos. Estou fazendo uso na minha casa. Tem sido simples e barato. Meu bolso agradece todo final de mês.

A coleta pelas cisternas pode ser utilizada tanto pela indústria quanto pela população. É só pensar que dos céus vem a salvação. E vem mesmo. A chuva tem sido farta em determinadas regiões do Brasil e do mundo.

Acredito que o governo tem um papel importante na disseminação destas fórmulas de captação de água das chuvas.
Um fantasma que assusta o consumo residencial são as descargas. Vi pesquisas que dizem que as descargas consomem 80% da água utilizada numa residência.

Para contornar este problema grave, pode-se utilizar o vaso sanitário com caixa acoplada que gasta menos água que os dispositivos de descarga, pois armazena menos água.

Algumas novas técnicas são estudadas há alguns anos. Como o hidrovácuo, método utilizado nos sanitários dos aviões. É bastante econômico. Basta adaptar para o uso residencial. Não vejo muitas dificuldades.

Conforme visto, a situação é bem critica. O Estado tem o dever de fiscalizar a correta utilização dos recursos hídricos. Conscientizar a população para o uso racional da água é urgente. Preservação dos recursos naturais deveria ser matéria obrigatória em todos os colégios brasileiros. É uma questão cultural. É fato que também depende muito de nós levar isto adiante. De mim, de você e dos que nos cercam. Desta forma, deixaremos água suficiente para as outras gerações que, e assim, quem sabe, poderemos ver o sinal de alerta da falta de água apagar.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

CONSUMO CONSCIENTE

Consumir hoje em dia não é mais um simples ato de adquirir bens ou serviços. Devido ao grande avanço tecnológico dos meios de produção e da super exploração por parte dos meios de comunicação com suas propagandas fantasiosas, o consumo torna-se um grande problema para o mundo.

Os recursos não-renováveis do planeta esgotam-se de forma contínua na natureza. Isto pode ser percebido com certa facilidade por todos nós: escassez de água doce, menos árvores e espaços verdes e pouca fertilidade de terras agricultáveis.

É comum na sociedade atual a ânsia desenfreada por consumir. É o que vemos por aí. Compramos quase tudo em excesso. Estocamos grande quantidade de produtos que não utilizamos e se quer utilizaremos no futuro. Para que? Não há necessidade. Muitas vezes por quê consumir na sociedade atual siginifica um símbolo de status.

Nesta lista de excessos, a comida vem em primeiro lugar. As vezes não consumimos metade daquilo que compramos e se quer necessitamos. Prova disso é o aumento da quantidade de obesos no mundo. Dados recentes mostram que nunca fomos tão comilões como agora.

São raras as famílias que não tem 2 automóveis. Alguns quase não são utilizados, muitas vezes somente aos finais de semana.

Por que temos que produzir e consumir tanto? Lembrarei um brilhante pensamento de Gandhi que jamais esquecerei: “cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome”.

São duas as lições desta máxima:

1) Não precisamos produzir tantas coisas que não nos são fundamentais. Muito do que é produzido não são bens essências à nossa existência, mas sim bens de luxo;
2) O consumo exagerado não é cometido por todos. Está restrito há uma minoria dominadora que toma além do que lhe é necessário.

O consumo, geralmente, está associado ao desenvolvimento. A demanda por matéria-prima e energia cresce a cada dia. Mas será que para o planeta progredir e desenvolver-se este modelo suicida de desenvolvimento jamais poderá ser modificado? Resposta: é claro que poderá ser modificado. Não é de hoje que ouvimos falar em “desenvolvimento sustentável”. Precisamos lembrar Gandhi

Uma mudança cultural em nossos hábitos faz-se urgente. Uma conscientização trilateral do consumidor, governo e empresas é o primeiro passo para isto. Pensar com consciência no que realmente devemos consumir ou naquilo que pode ser reaproveitado ou reciclado.

Apostar em energias limpas como a eólica, ou energia das marés, ou biocombustíveis é algo que já começamos a fazer. Entretanto, ainda temos muito a caminhar.

As conseqüências desse consumismo exacerbado são: geração de grande quantidade de lixo; falta de água doce e limpa, ocasionada não só pelo consumo irresponsável, como também pela poluição dos rios e lagos devido ao excesso de lixo, levando assim a uma perda significativa na qualidade de vida.

Controlar este impulso consumista é nossa obrigação. Este é o conceito de consumo responsável: avaliar criticamente as nossas opções de consumo. Devemos sempre fazer as perguntas: o que pretendemos consumir é realmente fundamental? Os fabricantes/fornecedores daquele produto/serviço adotam medidas sustentáveis nos seus processos?

Todos temos culpa neste cenário. Uns mais que os outros. Mas, todos temos obrigação de deixar um mundo melhor para nossos filhos e netos. O planeta terra é nossa casa e devemos cuidar muito bem dele para que possamos continuar vivendo aqui.

Seguem algumas dicas para repensarmos nossos hábitos de consumo:

· Dê preferência a produtos de madeira com o selo FSC. Esta é a garantia de que a madeira foi retirada corretamente. O desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa. Ao comprarmos produtos sustentáveis, diminuem os incentivos para desmatar a floresta;
· Evite deixar lâmpadas acesas em ambientes muito claros ou cômodos desocupados;
· Consuma alimentos da estação e dê preferência aos orgânicos, que não utilizam agrotóxicos. Assim você cuida da sua saúde e do meio ambiente;
· Feche a torneira ao escovar os dentes;
· Evite pegar sacolas plásticas desnecessariamente. Carregue uma sacola ou uma mochila com você quando for fazer compras. Assim estará gerando menos lixo;
· Planeja a compra das suas roupas. Cuidado com as promoções;
· Dê preferência a produtos com pouca embalagem ou embalagem econômica que geram menos lixo;
· Utilize o verso de folhas de papel já utilizadas;
· Procure comprar produtos fabricados perto de onde são vendidos. Desta maneira, os produtos não precisam ser transportados por longas distâncias e, conseqüentemente, não há emissões desnecessárias de gases causadores do aquecimento global;
· Espere que os alimentos quentes se resfriem para levá-los à geladeira;
· Utilize pilhas recarregáveis, Assim, você evita poluir o meio ambiente e gasta menos;
· Utilize o automovel somente para grandes distancias em que nao haja transportes alternativos. Caminhar ou correr faz bem à saúde;
· Descarte as pilhas em locais apropriados de coleta e não no lixo comum;
· Leve as baterias usadas de celulares para as revendedoras. Elas não devem ser jogadas no lixo comum, pois contêm metais pesados altamente tóxicos para a saúde humana e o meio ambiente;
· Evite substituir seu aparelho celular desnecessariamente Além de gastar dinheiro, você estará contribuindo para uma maior poluição do planeta;
· Evite comprar o que você não precisa para não gerar mais lixo. Para facilitar, faça uma lista prévia.Além de economia, terá menos lixo;
· Procure melhorar seu computador ao invés de comprar um novo. Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de lixo eletrônico são descartados. A maioria ainda não é reciclada;
· Prefira comprar em lojas que adotem práticas sócio-ambientais corretas;
· Use tintas a base de água para pintar sua casa. Elas são menos tóxicas e menos poluentes;
· Dê preferência a guardanapos e toalhas de pano ao invés de descartáveis;
· Use os dois lados da folha de papel;
· Imprima e-mails e documentos somente quando necessário;
· Dispense a impressão da sua via na compra com cartão de crédito ou débito. Dificilmente conferimos o que compramos. Podemos anotar a compra e o valor em vez de solicitar a impressão;
· Faça xixi durante o banho, assim economizamos cerca de 15 litros de água evitando a descarga do vaso sanitário;
· Não pegue panfletos entregues na rua a não ser que esteja interessado nas informações. Se pegar, não jogue na rua depois de tê-lo lido;
· Utilize calculadoras e lanternas que possam funcionar com energia solar ou dínamo. Desta maneira não é necessário usar pilhas;